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Operações de crédito crescem 0,9% e atingem R$ 7 trilhões em novembro

Fonte: Economic News Brasil

Gráfico de barras ascendente com linha de tendência, representando o crescimento das operações de crédito do sistema financeiro

As operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançaram R$ 7,0 trilhões em novembro, com avanço de 0,9% no mês, segundo o Banco Central (BC). O dado, parte das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo BC nesta sexta-feira (26/12), consolida a expansão do crédito no sistema financeiro, embora revele sinais claros de perda de tração no ritmo anual, especialmente no segmento corporativo.

Apesar do crescimento mensal, a leitura mais ampla aponta para uma desaceleração gradual. Em 12 meses, o estoque total do crédito do SFN passou a crescer 9,5%, abaixo dos 10,2% observados até outubro. O comportamento reforça a percepção de que “o crédito segue ativo, mas com menor intensidade”, conforme o custo financeiro permanece elevado.

Operações de crédito do SFN: composição e ritmo

O avanço do crédito em novembro foi sustentado, sobretudo, pelas famílias, enquanto as empresas exibiram desempenho mais contido. A diferença entre os segmentos ajuda a explicar a mudança no perfil da expansão ao longo de 2025.

  • Estoque total do crédito do SFN: R$ 7,0 trilhões
  • Crédito às pessoas físicas: R$ 4,4 trilhões, alta mensal de 1,2%
  • Crédito às pessoas jurídicas: R$ 2,6 trilhões, avanço mensal de 0,3%
  • Crescimento em 12 meses: 9,5%, ante 10,2% em outubro

Esse quadro indica que o consumo segue como principal vetor do crédito, enquanto o apetite das empresas permanece mais restrito, refletindo custos elevados e menor demanda por capital de giro de longo prazo.

Operações de crédito do SFN: fluxo, juros e risco

O fluxo de novas concessões perdeu força no mês, mesmo com crescimento no acumulado anual. O recuo mensal está associado, em parte, a fatores técnicos, como o menor número de dias úteis, mas também dialoga com juros mais altos e maior seletividade das instituições financeiras.

  • Concessões nominais: R$ 637,5 bilhões, queda mensal de 6,6%
  • Concessões dessazonalizadas: recuo de 1,4% no mês
  • Taxa média de juros das novas operações: 31,9% ao ano
  • Spread bancário: 20,9 pontos percentuais
  • Inadimplência acima de 90 dias: 3,8% da carteira total

O custo do crédito segue mais pressionado para as famílias, especialmente nas linhas livres, enquanto a inadimplência permanece estável no curto prazo, mas superior à observada um ano antes. O conjunto desses fatores reforça um ambiente de crédito mais caro e seletivo.

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