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O Crescimento do “Cloud Computing” e sua influência no dia a dia das empresas de Factoring/FIDC

Fonte: SINFAC-RJ

Nuvem conectada a servidores e dispositivos, ilustrando a computação em nuvem para factorings e FIDCs

O conceito de computação em nuvem (“cloud computing”) refere-se à ideia de utilizar, em qualquer lugar e independentemente da plataforma, as mais variadas aplicações por meio da internet, com a mesma facilidade de tê-las instaladas em nossos próprios computadores e servidores em nossa rede interna.

Já um servidor físico é um sistema ao qual são conectados vários computadores, chamados clientes. Essa ligação permite o acesso a arquivos entre os vários dispositivos, que em geral são computadores interligados em rede.

Na prática, o “cloud computing” usa servidores físicos que hospedam servidores virtuais usados para determinado serviço, oferecendo disponibilidade, sem nenhum ponto de falha, e escalabilidade, na qual o cliente escolhe a combinação de memória, poder de processamento e armazenamento de alta performance para permitir que o seu negócio funcione da forma mais eficiente possível.

Nesse contexto, o “cloud computing” permite, de acordo com a necessidade da empresa, que mudanças em memória e processamento sejam feitas com muita facilidade e agilidade, pagando-se pelo acréscimo. Há ainda outras vantagens como, por exemplo, o fato de renomadas empresas de “cloud computing” estarem muito mais preparadas do que a nossa rede interna, hospedando um servidor físico, contra ataques de ransomware e outros malwares.

Trazendo agora para a realidade do dia a dia de factorings e FIDCs, onde a disponibilidade dos serviços é fundamental para a sobrevivência das empresas e o aumento de sua carteira de operações, cada vez mais começa a ganhar espaço a efetivação desse modelo, em substituição ao modelo tradicional de servidores físicos.

E não podemos esquecer outro dado fundamental: custos. Com o “cloud computing”, a tendência é que os custos gerais de manutenção de servidores e redes caiam consideravelmente a médio e longo prazo. Devemos sempre colocar na balança o custo dos servidores e suas contingências, do software de sistema operacional dos servidores, assim como mecanismos de proteção como antivírus e antispyware, além de outros softwares necessários aos servidores, serviços (custo de mão de obra) de manutenção de servidores e rede de acesso das estações, etc.

O guia comparativo abaixo auxilia na elaboração de um comparativo de custos nos 2 cenários:

Comparativo entre servidor local e servidor na nuvem
Servidor localServidor na nuvem
Vantagens
  • Acesso rápido ao servidor físico
  • Funcionamento sem Internet (na Intranet)
Vantagens
  • Custo bem menor de aquisição, sem a necessidade de investimento em servidores físicos e licenças associadas (Windows, antivírus, banco de dados, etc.), tampouco mão de obra para configuração e manutenção dessa estrutura
  • Implantação muito mais rápida
  • Maior estabilidade, com funcionamento independente de disponibilidade de máquinas físicas
  • Reduz desperdícios
  • Flexibilidade e agilidade para upgrades (escalabilidade)
  • Maior segurança da informação (menor risco de ataques)
Desvantagens
  • Alto custo de aquisição e manutenção do servidor
  • Custo de licença de sistema operacional nos servidores (Windows, etc.)
  • Custo de licença dos demais softwares nos servidores (SQL, antivírus, etc.)
  • Custo de licença de acesso remoto (por exemplo, Terminal Service)
  • Custo maior com infraestrutura física de rede com acessos estações-servidor, roteador, etc.
  • Custos elevados com energia para manter a refrigeração do servidor
  • Custo fixo maior com profissional especializado em manutenção da infraestrutura física e de software da rede e servidores
  • Depreciação de equipamentos do servidor
  • Custo do espaço físico
  • Maior probabilidade de ataques de hackers, ransomware, etc.
  • Incêndio, curto-circuito, roubo ou furto do servidor
Desvantagens
  • Dependência do fornecedor “cloud”
  • Custos com provedor “cloud”, incluindo oscilações na cobrança conforme o consumo
  • Obrigatoriedade de aquisição de 2 links de internet para contingência

Uma empresa não deve pensar em evolução sem pensar em processamento de dados e atualização em sua própria tecnologia, resultando em benefícios para todas as áreas corporativas dentro dela.

Temos acompanhado no último ano um crescimento muito significativo, e gradualmente crescente, do número de empresas de Factoring/FIDC optando por hospedar o ERP escolhido na “nuvem”, em detrimento do modelo utilizando servidor físico.

Por fim, nos parece que a adesão ao “cloud computing” e o fim de servidores físicos, assim como a escolha de um bom sistema de gestão para Factoring/FIDC para WEB, são tendências tecnológicas que todo empresário deve acompanhar com atenção.

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