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Operação Sacado (Financiamento da Cadeia de Fornecedores)

Por Ricardo Gruber Bernstein, sócio fundador da RGBsys Consultoria de Informática · Fonte: SINFAC-RJ

Rede de fornecedores ligada a um nó central dourado e a moedas, representando o financiamento da cadeia de fornecedores

A Operação Sacado é uma operação de crédito que vem ganhando destaque no mercado de antecipação de recebíveis. É uma variação da operação tradicional que traz grandes oportunidades de negócios e uma série de benefícios.

Chamada historicamente de diversas formas, como Financiamento da Cadeia Produtiva, Financiamento da Cadeia de Fornecedores, Âncora e Factoring Reverso, ela recebe aqui o nome de Operação Sacado, por simplicidade. O motivo principal é que o nosso mercado está extremamente familiarizado com os termos Cedente e Sacado.

A Operação Sacado consiste em financiar, por meio da antecipação de recebíveis, os fornecedores de um determinado Sacado.

Normalmente esse tipo de operação é bem-sucedido quando envolve sacados com uma grande quantidade de fornecedores ou conglomerados. Em muitos casos, o sacado é o principal cliente do cedente, o que o torna mais receptivo à operação.

É comum que sacados desse perfil tenham grande poder de negociação junto à sua cadeia de fornecedores e ditem as regras de compra a prazo. Com essa operação, o sacado ainda tem a oportunidade de ganho financeiro, atuando em parceria com uma Factoring ou FIDC, além de auxiliar os fornecedores, de forma ágil, no ajuste dos seus fluxos de caixa.

Comparações com a operação tradicional

Comercial

  • Na antecipação tradicional, o relacionamento principal se dá com o Cedente, começando pela prospecção, visita e assinatura de contrato mãe, até o recebimento e a execução das operações.
  • Na Operação Sacado, o relacionamento principal acontece com o Sacado, que é o originador das operações e da própria clientela (os fornecedores). Isso dá grande escalabilidade à operação.

Operacional

  • No Factoring ou FIDC tradicional, a carga de cada operação é feita pelo Cedente, individualmente, normalmente por um site de relacionamento com os Cedentes.
  • Na Operação Sacado, a carga é feita a partir do contas a pagar do Sacado e fica disponível em um portal, após validações e críticas automáticas, para que os fornecedores (Cedentes) solicitem a cessão de forma rápida e simples. Em vez de cada Cedente dar carga nas operações, a carga é única e feita pelo Sacado, e os fornecedores passam a ter acesso rápido aos pedidos de antecipação.

Custos e segurança

  • Na operação tradicional, a confirmação de títulos é custosa, envolve pessoal e comunicações por e-mail, correios e voz, além do risco de fraude.
  • Na Operação Sacado, o contas a pagar se baseia, na maioria das vezes, em títulos performados e, como a operação se origina do próprio Sacado, não há necessidade de confirmação de títulos.

Um bom exemplo desse tipo de operação é o portal Progredir, da Petrobras. Óleo e gás, supermercados, atacadistas e confecções são exemplos de mercados aderentes à Operação Sacado.

Como a Factoring ou o FIDC lucram

Existem duas formas básicas de lucrar com essa operação: como estruturadores e prestadores de serviços, ou como sócios e, no caso de FIDC, como cotistas subordinados. Fica claro que, na última opção, o envolvimento, o risco e a lucratividade são maiores.

Em resumo, para as empresas de Factoring e FIDC que têm condições de estabelecer relacionamentos com grandes Sacados, a Operação Sacado configura, sem sombra de dúvida, uma grande oportunidade de negócios. O impacto operacional é pequeno e há uma série de simplificações e ganho em escala.

Sobre o autor

Ricardo Gruber Bernstein é sócio fundador da RGBsys Consultoria de Informática, empresa especializada, desde 1994, em soluções para a área de recebíveis. Atua como Gestor Administrativo/Financeiro e de Novos Negócios, gerencia projetos e presta consultoria nas áreas de atuação da RGBsys. É formado em Engenharia de Computação pela PUC-Rio (1993) e atua no ramo desde 1990.

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