A LGPD exige que as empresas declarem, de forma explícita e direta, para qual finalidade será utilizado esses dados

O prazo para as empresas brasileiras se adequarem as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está perto do fim. A partir do próximo dia 1º de agosto serão aplicadas sanções, que variam de uma multa simples ou diária de até 2% do faturamento, limitada a um teto de R$ 50 milhões.(...)

A LGPD exige que as empresas declarem, de forma explícita e direta, para qual finalidade será utilizado cada dado em seu controle. Deve ser obtido o consentimento dos consumidores para cada uso diferente do inicialmente solicitado.

Já o consumidor e titular dos dados pode pedir à empresa que informe quais os dados que armazena, assim como anular a permissão de uso a qualquer momento.

Além da aplicação de multas, o não cumprimento das regras ocasiona sanções como advertências e a publicização da infração, que traz danos à imagem da empresa. (...)

Para André Cardoso, as empresas não somente devem se preocupar em evitar a aplicação de multas, como também podem reverter os custos da adequação à lei em um aumento da receita.

“Quando se faz uma avaliação a médio e longo prazo, é possível perceber que estar em conformidade com a LGPD traz vantagem competitiva no mercado. A função da governança de dados não deve ser apenas evitar penalizações”, orienta. 

Segundo o especialista, uma visão 360º em relação ao mapeamento e à gestão da qualidade dos dados de cada indivíduo deve ser o foco das principais empresas do país nos próximos anos.

“Tratam-se de dados que são compartilhados e consumidos por todas as áreas da organização. O foco dado à padronização, qualificação e unificação impacta toda a operação de forma positiva ou negativa. Inteligência de dados é o futuro”, conclui.

fonte: Crypto ID
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